A busca pela demonstração financeira perfeita

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Os primeiros cinco anos de existência do Troféu Transparência ultrapassaram duas grandes crises econômicas mundiais ao mesmo tempo em que o crescimento do Brasil era embalado pela implantação do Plano Real

Nem mesmo a pessoa mais otimista poderia imaginar que o Prêmio ANEFAC-FIPECAFI, conhecido como “Troféu Transparência”, se tornaria o único da categoria do Brasil e um dos poucos no mundo.  Nem o próprio idealizador Álvaro Augusto Ricardino Filho.

O que ele sabia era que a criação do prêmio era uma grande ideia.

Sua relação com a temática já era bastante forte na época, pois cursava o mestrado em contabilidade e controladoria na Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo (FEA-USP) e já tinha percebido o quanto a qualidade das demonstrações variava de uma empresa para a outra.  E se haviam essas diferenças, obviamente algumas demonstrações eram melhores e outras piores.

Ricardino antes de ter se dedicado à vida acadêmica havia sido auditor e controller de empresas multinacionais e sabia o quanto de trabalho existia por trás da preparação das demonstrações. Ele, então, se questionou: por que não criar um prêmio para reconhecer publicamente aquelas companhias que apresentam maior ou melhor nível e qualidade das informações?

Para viabilizar a ideia seria necessário reunir três vetores. O primeiro dizia respeito à operacionalização da escolha. Era fundamental um banco de dados que concentrasse as demonstrações publicadas. O segundo um corpo discente e docente para a análise técnica e, por fim, um responsável pela organização do evento de premiação. Aos poucos tudo se encaixou perfeitamente.

O cenário econômico no Brasil para a criação do prêmio era positivo. Os anos 90 foram marcados pela criação do Plano Real, que foi, sem dúvida, o divisor de águas para o desenvolvimento do país. Implementado em 1994, foi muito mais do que um plano de estabilização de moeda. Foi bem-sucedido no combate à inflação e abriu, assim, caminho para grandes conquistas de nossa economia em vários campos. Os números oficiais do governo mostram que, entre 1994 e 1997, a economia cresceu a uma taxa média de 3,8%.

Mesmo com as crises mundiais ocorridas em 1997 (crise asiática, a primeira da era da economia globalizada) e 1998 (crise russa), o ritmo de crescimento, embora menor, manteve-se. O crescimento médio observado entre 1994 e 1999, de 2,8% do PIB, é significativamente superior ao verificado nos seis anos anteriores (1988 a 1993), quando o PIB se expandiu, em média, apenas 0,7% ao ano.

Se o Brasil vivia a experiência de algo novo e importante, a experiência com a criação do prêmio não poderia ser diferente. Depois de algumas reuniões e muita pesquisa para identificar se havia outras premiações como essa no mercado, em 1997, mais especificamente no dia 24 de março, veio o start.

1997

Nasce o Prêmio de Qualidade, primeiro nome dado a premiação

Após o então presidente da ANEFAC, Luís Cláudio Fontes, dar o sinal verde para a criação do prêmio, veio a parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (FIPECAFI), pelas mãos do seu presidente à época Iran Siqueira Lima, que deu respaldo técnico e operacional.

Antes disso, a ideia havia sido apresentada ao professor Ariovaldo dos Santos, que a adotou de imediato e envolveu a fundação, além de ter chamado os professores e referências na contabilidade brasileira, Eliseu Martins e Nelson Carvalho, para se juntar ao projeto. A única preocupação que existia, a partir daí, era a recepção do empresariado e do público em geral, que foi superada logo no 1º evento com a participação maciça de grandes executivos e entidades contábeis. Daí para frente é história.

Quando ficou claro que haveria espaço para premiar as melhores demonstrações financeiras, começou-se a definição dos critérios.

Sobre a abrangência, optou-se por analisar as empresas de capital aberto e fechado, sediadas no Estado de São Paulo, que deveriam necessariamente publicar os balanços, lembrando que os resultados financeiros não interfeririam na análise. O banco de dados escolhido não poderia ter sido outro, as 500 maiores e melhores empresas privadas do Brasil da área de comércio, indústria e serviços (exceto financeiros) e as 50 maiores estatais brasileiras.

Um dos grandes diferenciais do prêmio desde o início é a análise técnica. Feita em três etapas, optou-se pela coordenação dos discentes à época dos cursos de mestrado em controladoria e contabilidade e de contabilidade societária e análise de balanços, da FEA-USP, ministrados pelos professores, Ariovaldo dos Santos e Eliseu Martins.

O processo foi inserido dentro de uma das disciplinas, onde os alunos analisariam a base de dados com as publicações das demonstrações, por meio de rodízio, escolhendo aquelas que passariam pelo crivo da Comissão Julgadora do prêmio, formada por profissionais da área contábil com indiscutível conhecimento técnico.

A primeira teve como membros Ariovaldo dos Santos, Eliseu Martins, José Ronoel Piccin, Nelson Carvalho e Sergio de Iudícibus. Estabelece-se que não poderiam participar do processo de seleção nenhum profissional ligado as empresas concorrentes de auditoria e contabilidade e era vedado durante o processo a divulgação do nome da empresa de auditoria e do auditor responsável.

Entre os critérios, as demonstrações deveriam ter aderência e inovação com relação aos princípios fundamentais da contabilidade, contar com parecer de empresa de auditoria independente, possuir transparência nas informações prestadas, consonância com o relatório de administração (como mínimo e consistentes com as informações publicadas), apresentação adequada (layout, legibilidade, concisão, clareza etc.) e qualidade no grau de informações contidos nas notas explicativas.

Em termos de estrutura, não poderiam estar ausentes o balanço patrimonial, as demonstrações do resultado do exercício, das mutações patrimoniais ou de lucros e prejuízos acumulados, bem como as de origens ou aplicações de recursos e comparativas, as notas explicativas e o relatório de administração.

O objetivo do prêmio era promover a transparência e a melhoria da qualidade das informações contábeis das demonstrações financeiras publicadas nos grandes jornais do país referentes ao exercício anterior, 1996.

E, após dois meses de muito trabalho, um marco acontecia diante dos olhos dos alunos da FEA-USP: as primeiras 200 demonstrações financeiras de toda a história do Troféu Transparência eram analisadas, chegando, assim, às 10 semifinalistas e depois às cinco finalistas.

Semifinalistas: Bombril, Congás, CPFL, Fertibrás e Sabesp. Finalistas: Cia. Antarctica Paulista, Cia. Brasileira de distribuição (Pão de Açúcar), CESP, Cosipa e Klabin.

Em seguida, a Comissão Julgadora selecionou a número 1, revelada em envelope lacrado apenas na noite de premiação, um ritual que acontece até os dias de hoje. Outdoors espalhados em toda a cidade de São Paulo revelavam as cinco finalistas da 1ª edição do prêmio. E no grande dia, 3 de setembro de 1997, a melhor demonstração financeira receberia o título de mais transparente. A grande ganhadora da noite foi a Klabin.
“Dedico esse prêmio a equipe de contadores que tanto se dedicou. Do ponto de vista tanto do investidor interno, como do externo, torna-se fundamental a qualidade e a transparência das demonstrações financeiras”, disse Carlos Alberto Bifulco, diretor financeiro da empresa à época.
Foi uma noite histórica, aclamada como entrega do “Oscar de qualidade e de transparência das informações dos negócios”, com cobertura dos principais veículos de imprensa. Sucesso esse que levou a organização a expandir o prêmio para empresas de outros estados, ou seja, todas as publicações do Brasil. Um desafio enorme estava pela frente A esperança que surgiu daquela primeira noite de reconhecimento e celebração era de que o prêmio se firmasse e levasse outras empresas a refletirem sobre a importância de publicar demonstrações financeiras que realmente cumprissem uma função social e não apenas legal. Acreditava-se que, um dia, as demonstrações passariam a ser de interesse de toda a sociedade. E não é que isso realmente aconteceu?

1998

Prêmio passa a se chamar “ANEFAC-FIPECAFI-Bovespa”

Depois de um ano difícil, quando todo mundo pensava que não podia ficar pior, veio 1998 e sacudiu as estruturas: escândalos na Casa Branca, bombardeio no Oriente Médio, crise financeira no Brasil e desemprego galopante.

Como curiosidade, vale lembrar que para o brasileiro, 98 foi o ano em que a Seleção de futebol perdeu a chance do penta para os franceses no último jogo da Copa do Mundo. E foi também o ano em que o Google nasceu.

No seu segundo ano de existência, numa data importante para a ANEFAC que comemorava o aniversário de 30 anos, em 1998, o prêmio ganha um novo parceiro e, portanto, um novo nome: Prêmio ANEFAC-FIPECAFI-Bovespa.

A parceria com a Bovespa vinha para mostrar que as práticas contábeis precisavam ser fortalecidas e há muito tempo que as entidades do setor clamavam por melhoria na qualidade das informações de negócios.

Esse movimento encontrou um caminho, através da liderança da ANEFAC de ressaltar quem está do lado da seriedade e do profissionalismo de realizar as suas demonstrações contábeis com a finalidade de cumprir uma função social primordial, ou seja, informar com transparência e qualidade.

O mais importante era ver tantas empresas preocupadas com a melhoria das demonstrações com tratamento mais cuidadoso de seus balanços e notas.

O prêmio já estava ajudando a fazer das demonstrações contábeis, peças mais relevantes entre as empresas. Percebia-se que a transparência estava sendo a tônica de um esforço cada vez maior e acreditava-se que a relação custo/benefício passava a ser olhada e mensurada de forma um pouco diferente por muitas sociedades e valores econômicos adicionais começavam a ser encontrados no mercado.

No segundo ano, percebeu-se que balanços bem construídos as aproximavam dos investidores. No Brasil, já era notório, naquela época, uma evolução em relação aos balanços, especialmente pelo fato de as empresas estarem divulgando informações que iam além das exigências legais e mais voltadas a despertar o interesse dos acionistas.

“Estamos num processo de globalização e os números de empresas registradas nos mercados internacionais têm crescido. É importante que cada vez mais aquelas de capital fechado façam a publicação dos seus balanços”, disse o presidente da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), Alfredo Rizkallah à época.

Dentro deste ambiente, seguindo praticamente os mesmos critérios técnicos, com a inclusão de um item a mais – a necessidade de que a demonstração não tivesse ressalvas dos auditores – foram analisados balanços de empresas com faturamento de mais de 140 milhões de reais, publicados em 1998 com exercício de 1997, de todo o Brasil. Ao todo, 150 balanços atendiam aos critérios mínimos e foram selecionados na segunda edição do Troféu Transparência e, ao final, chegou-se a 17 e, por fim, aos 10 finalistas. Na ocasião, não foram incluídas empresas do setor financeiro, leasing, seguradoras e distribuidoras.

Para essa análise houve a distribuição dos balanços entre grupos aleatórios e na sequência realizou-se o rodízio delas. Adotou-se uma metodologia calcada na elaboração de check list composto pelos blocos: relatório de administração; balanço patrimonial; demonstrações do resultado do exercício, das origens de aplicação de recursos e das mutações do patrimônio líquido; notas explicativas; relatórios e informações adicionais não exigidos por lei e layout. Tudo foi submetido aos critérios das normas, orientações, instruções e deliberações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e observância a Lei nº 6.404/76.

Abril, Brahma, Cia. Antarctica Paulista, Copel, Klabin, OPP, Paranapanema, Petrobras, Sabesp e Usiminas.

Sendo a número 1 a Copel, que teve seu balanço publicado na Revista ANEFAC. Todas as empresas foram premiadas e receberam um troféu, retratado em um material de acrílico, justamente para demonstrar a ´transparência´, no formato de uma peça contábil, suportado por bases douradas, que representavam os jornais que transportavam as notícias, além de uma base de mármore representando a ´idoneidade´. A grande ganhadora recebeu um exemplar maior do que as demais. 

1999

Serasa chega ao time e permanece por 20 anos

Já em 1999, ano marcado pela entrada em vigor do Euro como moeda comum dos países da União Europeia, e pelas expectativas e incertezas do bug do milênio, uma nova parceira se juntava à ANEFAC e à FIPECAFI, a Serasa Experian e o prêmio passava a receber o nome das três, além de ser chamado também de Prêmio Transparência pela 1ª vez.

Continuando a empreitada de elevar as práticas contábeis, administrativas e econômicas do país, a Serasa como conhecedora da importância da manutenção do prêmio e incentivadora da transparência das publicações contábeis, abraçou a causa e manteve-se junto à premiação por 20 anos.

Como realizado nos anos anteriores, os alunos do curso de mestrado em controladoria e contabilidade da FEA/USP, sob a supervisão do professor Ariovaldo dos Santos, tiveram um enorme trabalho para analisar as demonstrações contábeis até chegarem as 10 finalistas. O banco de dados total tinha quase 1.500 balanços, sendo que a maioria não atendia aos padrões mínimos.

Em um primeiro momento, a equipe identificou 89 que atendiam minimamente aos parâmetros fixados para concorrer ao prêmio. Estas foram, então, submetidas à análise dos alunos, que incialmente, eliminaram 32 demonstrações, posteriormente 20 e, em seguida, mais 24 até chegar às 13 semifinalistas, ao longo de um processo que durou cerca de dois meses. Essas 13 demonstrações foram submetidas à Comissão Julgadora, que selecionou 10 empresas:

Copel, Copesul, Eletropaulo, Embraer, Klabin, Light, Sabesp, Telepar, Telesp Celular e Vale.

A número 1 dessa edição foi a Copel.

2000

Anos 2000, um novo milênio para o “Oscar da excelência contábil”

Passadas as dúvidas com o bug do milênio, uma nova década, o início do terceiro milênio trazia consigo a esperança por um novo mundo com oportunidades e desenvolvimento. Vinha aí a quarta edição do Prêmio ANEFAC-FIPECAFI-SERASA EXPERIAN.

 

A virada do século encontrou o Brasil marcado por transformações profundas, alterando o status de uma economia pouco dinâmica, com taxas de crescimento abaixo da média mundial, a um participante importante do rol dos países emergentes dinâmicos que lideram o crescimento mundial – e que continuariam a liderá-lo nos próximos anos.

O desenvolvimento da economia brasileira saltou de uma média anual de 2,5% para 4,5%, ao longo da década, devido a uma nova política econômica, que privilegiou, a geração de empregos, os investimentos e o mercado interno.

Neste contexto, a premiação vinha há quatro anos contribuindo para a formação de uma nova cultura empresarial efetivamente enraizada na transparência das demonstrações contábeis e financeiras. Começava-se a identificar uma evolução real e significativa na transparência dos balanços divulgados pelas empresas.

A melhoria das informações contábeis urgia com uma necessidade vital para a economia do país, que à época possuía uma série de indicadores positivos. A transparência deveria reger, não só o mundo dos negócios, mas também o universo político e social.

À medida que aumentava a transparência da informação, mais fortalecido ficava o relacionamento entre empresas e investidores, fazendo com que a necessidade de capitais das empresas fosse suprimida, contribuindo assim, de forma efetiva, para o tão sonhado desenvolvimento. 

“O prêmio enobrece a imagem das empresas, endossa a lisura do negócio, robustece o prestígio da profissão e consagra o trabalho de auditoria”, explicou Joelmir Beting, apresentador das quatro primeiras edições.

Na edição de 2000 do prêmio, houve a inserção de novos nomes de empresas mostrando que a transparência é uma busca de todos. Surge, então, por aclamação o conceito de “Oscar da excelência contábil”.

“O prêmio extrapola o sentido do reconhecimento de um trabalho e valoriza a filosofia, o caráter, que é a personalidade da empresa, ou seja, distingue o seu maior patrimônio: a credibilidade”, apontou, Élcio Aníbal de Lucca, presidente da Serasa à época.

Ainda avançando na busca dos seus ideais, ANEFAC e FIPECAFI, não obstante dos desafios para dar continuidade ao prêmio, observam que o trabalho de analisar e selecionar as demonstrações das empresas se multiplicava a cada ano, e os recursos para organizar e levar a cabo a empreitada se dividiam na mesma proporção.

Seguiam convictos que a causa era nobre e que todos os esforços pela melhoria das práticas contábeis, que recebia reforço com o pedido do Projeto de Lei Padrão Contábil 3741/00, que veio a se transformar em lei, e da transparência das demonstrações financeiras, valiam a pena e precisavam ser empreendidos.

Verificou-se em 2000 uma sensível melhora das demonstrações publicadas, pois novos nomes despontaram no cenário das ganhadoras, lutando por um reconhecimento que não era exclusivo dos profissionais de contabilidade. O ganho era da sociedade como um todo.

Entre as 10 finalistas dessa edição estavam:

Cesp, Copel, Copene, Copesul, Embraer, Gerdau, Sabesp, Suzano, Telesp Celular e Vale. A Sabesp foi a número 1.

2001

A transparência ganhava destaque à medida que o mercado evoluía

2001 ficou marcado na história do mundo. Não só pelo atentado ao World Trade Center, “mas por um acontecimento que mudaria para sempre a relação entre empresas e investidores”. A queda da Enron abalou imensamente o mercado empresarial.

Em 2000, suas ações já haviam caído 90 dólares, quando em 2002 atingiram um mínimo de 11 centavos. Mas o ponto crítico foi em outubro de 2001, quando a empresa publicou um prejuízo de US$ 604 milhões. O que aconteceu? “Tecnicamente, a Enron utilizou empresas coligadas e controladas para inflar seu resultado, uma prática comum nas empresas”.

Não podemos esquecer que nesse ano criava-se o International Accounting Standards Board (IASB), que até então se chamava de IASC (International Accounting Standards Committee) e ainda a Lei Sarbanes-Oxley, a SOx que foi sancionada em 2002 pelo Congresso dos Estados Unidos para proteger investidores e demais stakeholders dos erros das escriturações contábeis e práticas fraudulentas.

Em meio a esse turbilhão, o Prêmio ANEFAC-FIPECAFI-SERASA EXPERIAN chegava a 5ª edição com mudanças. Ao invés de indicar as 10 demonstrações financeiras publicadas no país, como até então vinha sendo feita, as finalistas foram escolhidas por ramos de atividade: Comércio, Indústria e Serviços.  Para cada categoria passaram a ser escolhidas até cinco demonstrações, mas os critérios básicos continuavam os mesmos.

As ganhadoras daquele ano foram empresas industriais:

Aracruz, Copesul, Embraer, Gerdau e Vale; empresas comerciais: Ipiranga, Ipiranga Distribuidora e Petrobras; e empresas de serviços: CEB, CEEE, CESP, Copel e Sabesp. Com a Embraer recebendo como número 1.

O evento foi realizado no espaço de eventos Rosa Rosarum, que foi palco da premiação por um longo período, no dia 19 de setembro. Na edição de 2001, para cada categoria, foram analisadas cinco demonstrações financeiras, de um banco de dados nacional, ao final, chegou-se às 13 ganhadoras, com três a mais do que no ano anterior, mostrando que ao completar os primeiros cinco anos de existência, o prêmio continuava crescendo e despertando cada vez mais o interesse das empresas. 

As demonstrações analisadas eram referentes ao ano anterior com base nos critérios estabelecidos: obediência aos princípios fundamentais da contabilidade; publicação dos demonstrativos contábeis; submetidos à opinião dos auditores; parecer sem ressalvas; exposição pública da empresa e seus negócios, resumidas na preocupação espontânea de propiciar informações que vão além do mínimo solicitado pela lei; e inovação de forma ou conteúdo desde que não infringissem qualquer dos critérios.

Na época, acredita-se que o prêmio só tinha conseguido a marca de existência de cinco anos, porque havia sido criado num momento oportuno, se somando a outras iniciativas sociais que procuravam mudar o país tentando por fim – ou pelo menos diminuir substancialmente – o chamado “colarinho branco”, a informação privilegiada e o “jeitinho brasileiro”.

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